ANÁLISE: Expulsão atrapalha plano do Palmeiras, mas torcida mostra que a vida continua

Torcida do Palmeiras carregou o time enquanto pôde e aplaudiu no final do jogo (Foto: Alex Silva / Lancepress!)


O torcedor do Palmeiras que esteve no Allianz Parque na última terça-feira certamente viveu uma das maiores lamentações da história do estádio com a eliminação para o Athletico-PR, na semifinal da Libertadores. O empate em 2 a 2 não foi suficiente para avançar à final, mas o recado da torcida depois do apito final mostra que o trabalho segue merecendo aplausos e frutos serão colhidos.

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Era preciso que o Verdão vencesse o Furacão por dois ou mais gols de diferença se quisesse resolver sua vida no tempo normal. Bastaram dois minutos para que o time de Abel Ferreira abrisse o placar com Gustavo Scarpa depois de grande jogada de Zé Rafael.

O volume de jogo do Alviverde era intenso, especialmente com o show que a torcida palmeirense dava na arquibancada, com apoio irrestrito. A equipe chegava bem no ataque, mas pecava na hora da conclusão dos lances. Bruno Tabata e Dudu desperdiçaram chances boas de ampliar o marcador ainda na primeira etapa do duelo.

Mas é aí que as imprevisibilidades e os acidentes de percurso agem no futebol. No fim do primeiro tempo, com o jogo controlado, Murilo foi dar combate no meio-campo e deu uma entrada desnecessária em Vitor Roque. O lance foi analisado pelo VAR, que recomendou o cartão vermelho e o árbitro de campo acabou expulsando o zagueiro de forma correta. Não houve dúvidas de que a falta era grave.

Com um a menos, o jogo ficaria obviamente mais difícil, embora o cenário para a segunda etapa se desenhasse de forma favorável ao Palmeiras caso estivesse com 11. No entanto, mesmo com essa desvantagem, Marcos Rocha conseguiu lançar um lateral na área e Gómez cabeceou para encobrir Bento e aumentar o placar para 2 a 0.

O Allianz Parque, que já estava no modo "carregar o time", explodiu de vez, no que parecia que seria a torcida novamente que supriria a falta de um jogador em campo. Mas nem sempre isso dá certo, já que as falhas são incontroláveis. Foi assim no gol de Pablo, que a defesa palmeirense foi incapaz de cortar na origem da jogada e Marcos Rocha acabou falhando na marcação. 2 a 1 e indicação de pênaltis.

Nesse momento, a torcida sentiu o baque e notou que seria complicado manter aquele placar e novamente contar com os pênaltis. Boa parte do estádio acabou ficando mais em silêncio, mas acordou em alguns momentos, como em uma defesaça de Bento em chute de Gabriel Menino, que seria o terceiro gol alviverde.

O tempo passou, a partida ficou mais perigosa com o desgaste natural do time do Palmeiras e o gol de empate do Furacão acabou saindo. Terans arriscou chute de fora da área, a bola desviou em Piquerez e "matou" Weverton faltando pouco mais de cinco minutos para o término do tempo regulamentar. Mais um baque.

Diante da adversidade, Abel Ferreira ainda colocou Atuesta e Merentiel para tentar algo no fim, mas nada que pudesse levar a um milagre naquele momento. A vaga era do Athletico-PR pelo placar de 3 a 2 no agregado. O sentimento de ter a classificação na mão, jogar bem o suficiente para virar, ver o plano dar certo e depois observar tudo isso ruir não deve ser fácil, mas o ano não acaba por aqui.

No fim, após o apito final, a torcida do Palmeiras deu uma demonstração de que a vida continua para o time, aplaudiu e cantou para os jogadores, como tem feito durante toda esta temporada, que teve eliminações doloridas como na Copa do Brasil e agora na Libertadores, além do vice no Mundial, mas também teve títulos no Paulistão e na Recopa, e pode ainda levar o Brasileiro, no qual é líder.