ANÁLISE: Empate vexatório mostra que o Corinthians precisa evoluir para sonhar na Libertadores

Timão perdeu cinco pontos para o Always Ready na Libertadores (Foto: ALMEIDA / AFP)


Quando a informação surgiu que o Always Ready enfrentaria o Corinthians com os seus reservas, muitos imaginavam uma goleada na Neo Química Arena. Não foi o que aconteceu. Em uma de suas partidas mais pobres na Libertadores, o Timão perdeu a chance de garantir o 1º lugar no grupo ao empatar por 1 a 1 com os bolivianos, e deixou a sensação ao seu torcedor que não merecia a vaga às oitavas de final.

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O primeiro erro da comissão técnica do clube alvinegro foi não priorizar e dar o devido valor ao jogo contra os bolivianos em meio ao rodízio do elenco, mesmo com a classificação encaminhada.

Filipe Almeida, auxiliar de Vítor Pereira, mandou a campo um time sem Fábio Santos, Du Queiroz, Renato Augusto, Willian e Jô, pilares da equipe nesta temporada. Cássio, outra liderança, não reuniu condições de jogo e ficou fora até do banco de reservas.

Jogando no 4-3-3, o Corinthians controlou a posse de bola no primeiro tempo, mas não conseguia oferecer perigo ao goleiro Galarza. Foi o Always Ready quem deu o primeiro golpe, com Torres. Ivan no entanto, com ótima defesa, impediu a zebra nos primeiros minutos.

O Timão, com 66.77% de posse de bola na primeira etapa, só produziu três chutes ao gol. Em rara jogada onde a equipe colocou a bola no chão e conseguiu envolver a zaga boliviana, Giuliano achou Adson. Com frieza, o garoto tocou por cobertura e abriu o placar.

A sensação na Arena era que, eventualmente, o clube alvinegro marcaria de novo e construiria confortável vantagem para o restante da partida. Ledo engano. A postura passiva na marcação e a dificuldade em furar a fraca defesa adversária mostravam um Corinthians inoperante no ataque.

A punição veio nos minutos finais do primeiro tempo. Robson Bambu, sozinho, se afobou com a bola, errou o domínio e deu todo o espaço para o Always Ready empatar o jogo.

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Após os 10 minutos iniciais do segundo tempo passarem e o marasmo de ideias do Timão seguir, Filipe Almeida chamou Willian, Renato Augusto e Jô para mudar o ânimo da equipe. Os atletas melhoraram a circulação de bola no ataque, mas o clube alvinegro seguia pecando na conclusão das jogadas.

Na metade do segundo tempo, veio Róger Guedes, clamado pelos torcedores na Neo Química Arena, mas que pouco produziu nos minutos que esteve em campo.

O jogo, que era para ser tranquilo, foi ganhando contornos dramáticos, tendo em vista que o gol da vitória corintiana não saia. O drama só não foi maior porque o Boca Juniors abriu o placar na Bombonera contra o Deportivo Cali, e essa combinação de resultados ajudava o time do Parque São Jorge.

Nos 10 minutos finais, o chuveirinho tomou conta da tática corintiana, e quase deu certo, se não fosse por Galarza, que em três ocasiões evitou o derradeiro gol.

Com o segundo lugar no grupo, o Corinthians vai decidir as oitavas de final fora de casa, onde o aproveitamento com Vítor Pereira é de apenas 36%.

Além disso, o risco de enfrentar um adversário postulante ao título da Libertadores é maior, tendo em vista que Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e River Plate confirmaram o seu favoritismo e avançaram em 1º lugar nos seus respectivos grupos.

Todos os times citados estão em melhor momento e apresentaram, na Libertadores, um futebol mais regular do que o Timão. O único ponto positivo é que mata-mata costuma dar vida nova aos clubes. Resta ao Corinthians corrigir a rota e rever os planos até as oitavas de final.

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