ANÁLISE: Embalado por Rony, Palmeiras faz goleadas virarem rotina na Libertadores

Rony embala o Palmeiras que goleia e não deixa a intensidade ficar baixa (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)


Parece notícia repetida, mas o Palmeiras goleou de novo na Libertadores. Dessa vez a vítima foi o Cerro Porteño, que levou um 5 a 0 com direito a gol de bicicleta de Rony. Essas goleadas viraram rotina para o time nesta edição do torneio. Elas, porém, são fruto de trabalho, intensidade e concentração. Para seguir com elas e passando de fase, é preciso que esses três elementos joguem juntos.

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O Verdão goleou em cinco dos oito jogos disputados pela Liberta até aqui. Ainda tem um 3 a 0 contra o próprio Cerro, que muita gente considera como goleada, mas aqui contamos aquelas vitórias por quatro ou mais gols. Muitos vão dizer que os adversários foram fracos, mas houve quem enfrentou os mesmos times e foi eliminado. Golear tantas vezes vai além do que avaliar a qualidade dos rivais.

Esse Palmeiras de Abel Ferreira é a equipe mais bem treinada do Brasil, nada acontece por acaso, nada é empírico, nada é por sorte, como ainda tentam dizer. Há método, há planejamento, há pessoas envolvidas de corpo e alma para que os departamentos funcionem e tudo isso seja refletido em campo. As goleadas são fruto disso e da entrega dos jogadores e comissão técnica para buscar os gols.

Ninguém faz 33 gols em oito jogos à toa. No entanto, às vezes o próprio time precisa lembrar disso. Contra o Cerro Porteño isso ficou bem claro quando o time estava em um marasmo enorme no primeiro tempo e viu Rony entrar em campo numa rotação muito diferente dos demais companheiros. Foi ele o fator de mudança, até porque é ele que representa o poder da entrega e do trabalho.

O Palmeiras é uma grande equipe, com muitos bons jogadores, alguns ótimos, mas não se caracteriza por talentos individuais tão destacados. Por isso, o coletivo precisa funcionar sempre e a 100% o máximo de tempo possível. Para o estilo de jogo alviverde, tirar o pé e baixar a intensidade são fatores que "matam" qualquer desempenho.

Rony entrou com o pé firme e com a intensidade alta, puxando o time junto com ele. Depois de sua entrada o Verdão quase fez dois gols (com ele mesmo) e conseguiu abriu o placar ainda no primeiro tempo. No segundo, ele marcou o segundo, deu passe para o terceiro e ainda fez o sonhado gol de bicicleta. Rony é o ritmo que o Palmeiras precisa seguir para continuar buscando seus feitos históricos.

Contra São Paulo, Avaí e Athletico-PR, os últimos tropeços do Alviverde na temporada, os níveis de concentração, intensidade e envolvimento estavam nitidamente abaixo do que o próprio time pode apresentar. É possível entender o quanto esses jogadores já ganharam e o quanto é desgastante um calendário como esse, mas não dá para tirar o pé e achar que pode ganhar a qualquer momento.

Os próximos passos do Palmeiras no Brasileirão, na Libertadores e na Copa do Brasil vão exigir que o time seja o que sempre foi, o que levou esse elenco a esse nível de excelência atual. O jogo diante do Cerro Porteño e Rony são exemplos claros do que é preciso para seguir sonhando com títulos ainda maiores nesta temporada.

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