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Vice-campeã na Liga Diamante no lançamento do disco tem marido como auxiliar técnico

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Andressa é um dos principais nomes do atletismo brasileiro (Foto: Divulgação)

Por Guilherme Costa, de Bruxelas, Bélgica

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro em 2018 foi Andressa Morais, de 27 anos, do lançamento do disco. Regular durante toda a temporada, foi duas vezes quarta colocada em etapas do circuito mundial, quebrou o recorde sul-americano da prova, e conquistou, na última sexta-feira, o vice-campeonato da final da Liga Diamante. Nesta prova, derrotou a bicampeã olímpica Sandra Perkovic, da Croácia, e ficou atrás só da cubana Yaimé Perez.

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No evento, participaram as oito melhores do ranking do circuito. Entre elas estava a bicampeã olímpica Sandra Perkovic, que ficou na terceira posição na final competição. O título de Andressa escapou na última rodada, quando a cubana Yaimé Pérez lançou 65,00m, superando os 64,65m da brasileira.

– Eu sabia que ia ficar por centímetros, mas prefiro pensar que eu estava em quinto e pulei para segundo do que pensar que perdi o título. Até a quarta rodada de lançamentos, eu era quinta. Aí eu passei para terceira e, na última rodada, eu cheguei a liderar. Eu puxei a prova, e aí as meninas foram para cima de mim. Eu fiquei satisfeita, mas vou trabalhar para chegar no ano que vem e ganhar esse título que ficou tão perto – disse.

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Segundo Andressa, a grande virada da prova veio após o quarto lançamento. Ela estava em quinto lugar, com 58 metros, longe de sua melhor marca da temporada (65,10m, recorde sul-americano), e faltavam apenas mais duas tentativas. Ela foi até seu marido Everton Ribeiro, que é seu assistente técnico (O treinador principal, o cubano Julian Mejias, não esteve no evento).

– Eu não sei o que aconteceu, eu aqueci muito bem e não estava encaixando os primeiros lançamentos. Aí tive que me acalmar e recebi um auxílio. Fui até o Everton e ele deu instruções. Ele me chamou de canto e falou que eu estava fazendo muita força, que eu precisava melhorar o final e isso me ajudaria muito. Aí consegui os melhores lançamentos – diz.

Andressa e Everton trabalham juntos desde 2017. Ela explica que existem dois tipos de relação:

–  Acho que o principal é que a gente consegue dividir. Chegou na pista, é profissional. Fora da pista, é vida de casal – disse.

Andressa mora e treina em Bragança Paulista, interior de São Paulo, e defende o Clube Pinheiros, da capital paulista. Ela disputou duas edições da Olimpíada. Em Londres 2012 ficou em 16º e, quatro anos depois, foi 21ª nos Jogos do Rio. Segundo ela, a virada veio no ano passado:

– Eu acho que eu ter pego final no Mundial do ano passado me motivou muito (foi 11ª colocada). Apesar da minha experiência, a realidade de brigar por medalhas só chegou esse ano. E eu vou para cima da medalha olímpica. Os resultados deste ano são muitos bons para pensar em 2019 e 2020. Estou feliz com os 65 metros, mas a gente sempre quer mais né? Quer os 66 metros, os 67 metros…- disse.

Nascida em João Pessoa, Paraíba, Andressa se mudou para São Paulo em 2008, quando já se destacava nas provas internacionais. Foi quinta colocada no Ibero-Americano adulto, e representou o Brasil no Mundial juvenil. O início no esporte veio por influência da família.

– A minha mãe praticava, era atleta de disco e peso, e me apresentou e incentivou desde pequena. No começo não gostava, ia uma vez e faltava um mês. A técnica viu que eu tinha potencial, aí comecei a viajar para competir, aí achei tudo maravilhoso, fui pegando gosto – relembrou.

O ano de 2018 é atípico para o atletismo. Sem um Campeonato Mundial a céu aberto, o Mundial Indoor, que foi realizado em março, seria a principal competição da temporada. Mas o lançamento do disco não é disputado em recinto fechado, então pode se dizer que o principal torneio do ano na categoria foi esta fase final da Liga Diamante.

Andressa disputa, nesta semana, um meeting internacional na Croácia, casa da atual bicampeã olímpica da prova Sandra Perkovic e, nos dias 8 e 9, participa da Copa Intercontinental, em Ostrava, na República Tcheca.

 

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