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Reforço mais caro da história de time grego, Léo Jabá sonha com Seleção: "Tite me conhece"

Colaboradores Yahoo Esportes
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Léo Jabá em ação pelo Paok (VI Images via Getty Images)

De Moscou

Em 22 de julho de 2015, a 11 dias de completar 17 anos de idade, Léo Jabá se tornou o terceiro jogador mais jovem a vestir a camisa do Corinthians. Foi em um amistoso contra o ABC (RN). Na história, fica atrás apenas de Jô e Zé Elias.

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No último dia 20 de junho, se tornou o reforço mais caro da história do Paok, da Grécia. Os gregos desembolsaram um total de 4,8 milhões de euros (R$ 21,5 milhões) para tirá-lo do Akhmat Grozny, clube russo com o qual tinha cinco anos de contrato. Assinou um novo vínculo de cinco anos.

A possibilidade de disputar a Champions League e o projeto apresentado pelo clube grego foi algo que chamou a atenção do jovem atacante de 20 anos, que garante ter recebido propostas de outros clubes europeus.

O sonho de todo garoto brasileiro que começa a jogar futebol é disputar uma Champions League e a Copa do Mundo”, disse em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes, em Moscou, após seu time eliminar o Spartak na terceira fase classificatória do torneio europeu. Antes havia passado pelo Basel, da Suíça.

O último desafio para alcançar a fase de grupos será o Benfica (POR). O primeiro jogo acontece nesta terça-feira (21) em Portugal e o segundo na quarta (29) na Grécia.

Para nosso time será muito importante jogar a Champions e todos aqui têm consciência disso. Para mim também será muito importante por causa da enorme visibilidade que este torneio tem no Brasil, diferentemente do Campeonato Grego”, disse o jogador que almeja chegar em breve na seleção brasileira.

Confira a entrevista na íntegra:

Você chegou ao Paok há pouco menos de dois meses com o status de reforço mais caro da história do clube. Como está sendo a adaptação neste início de trabalho?

Está sendo uma experiência muito boa desde que me mudei para a Grécia. Mas sei que preciso ter paciência, pois este grupo já está junto há quase um ano e meio, está bem formado e conta com jogadores muito experientes. Sou o mais novo aqui. Aos poucos, sei que irei ganhando meu espaço (fez apenas um jogo oficial como titular). Estou tratando de me adaptar e tenho contado bastante com a ajuda do Maurício. E todos me receberam muito bem. Estou muito feliz por estar em um novo desafio em minha carreira. Tive muitas propostas mas aceitei vir ao Paok pois era o que tinha o projeto mais ambicioso. Depositaram muita esperança em mim. Fiquei muito contente com esta confiança dada e quero corresponder o mais rapidamente possível.

E como foi deixar a Rússia depois de uma temporada e ir para a Grécia? Está sentindo muita diferença?

Para mim está sendo tudo muito novo. Saí de um campeonato disputado em um país onde faz muito frio e cheguei em um lugar que faz calor, dá para pegar praia e tem um clima muito parecido ao do Brasil. Na Rússia, eu saía do treino e ia direto para casa. Não tinha muito o que fazer em Grozny, que fica numa república muçulmana (Chechênia). Estou gostando bastante e minha mãe está morando comigo agora.

Mas você considera positiva sua passagem pela Rússia?

Para mim foi importante demais. Vivi de tudo lá. Teve vez que treinei semana toda como titular e no dia do jogo ia para a reserva, algo que não estava acostumado. Mas foi uma experiência boa para saber como lidar com uma situação assim, ainda mais para mim. Saí muito cedo do Brasil. O Campeonato Russo não tem visibilidade no Brasil, mas todos sabem que é um campeonato forte. Tanto assim que a temporada passada só foi decidida na penúltima rodada. Há muito equilíbrio e nunca dá para falar que o grande vai ganhar do pequeno. Eu gostaria de um dia jogar de novo na Rússia, em um clube grande de Moscou. Não tenho preferência. Pode ser qualquer um entre Spartak, Lokomotiv e CSKA.

Você tem 20 anos, é muito jovem. Seu objetivo mesmo é consolidar uma carreira na Europa ou uma volta ao Brasil em breve não está fora de cogitação?

Tenho cinco anos de contrato com o Paok. Meu pensamento é ficar na Europa, amadurecer, evoluir e chegar a um alto nível e um clube maior. Estou no caminho certo apenas em meu segundo ano na Europa. Não penso não em voltar ao Brasil tão cedo. Se for para começar uma família, ter filho, quero fazer isso na Europa. Sabemos como a situação no Brasil é difícil, principalmente em relação à segurança. Lá por exemplo você tem de andar de carro blindado, coisa que não acontece aqui. Daqui oito, dez anos, quem sabe eu possa voltar. Antes eu poderia voltar só caso aparecesse algo fora do normal.

E como você vê esta possibilidade de logo em seu segundo ano na Europa já disputar a fase de grupos da Champions League? Muitos jogadores passam anos no continente e não têm esta oportunidade.

O sonho de todo garoto brasileiro que começa a jogar futebol é disputar uma Champions League e a Copa do Mundo. Faltam apenas dois passos para chegar na Champions, mas sabemos que o Benfica é forte e não será uma tarefa fácil. Contra o Spartak foi um grande confronto e forte. Teve um sabor especial passar por eles, pois o nosso presidente e russo. Para nosso time será muito importante jogar a Champions e todos aqui têm consciência disso. Para mim também será muito importante por causa da enorme visibilidade que este torneio tem no Brasil, diferentemente do Campeonato Grego.

Você falou que o sonho de todo jogador é disputar uma Copa do Mundo. Você ainda não teve uma chance na seleção principal. Acredita em uma oportunidade em breve, jogar uma Olimpíada em 2020 e quem sabe o Mundial em 2022? O Tite conhece você desde a época de Corinthians. Confia que pode chegar lá?

A seleção é o meu grande sonho e que sempre levo comigo. O Tite me conhece, pois foi quem me deu a primeira experiência como profissional quando eu tinha apenas 16 anos. E claro que tenho esta confiança de poder defender a seleção. Já passei por todas as categorias de base, do sub-14 ao sub-20. Quem está na CBF também me conhece. Penso em cada dia mostrar ainda mais o meu valor e do que sou capaz. E estar na Champions vai me ajudar muito.

Na base do Corinthians seu treinador foi Osmar Loss, que está no comando do time principal agora. Jogou com o Pedrinho, Léo Santos. Você segue próximo ao Corinthians, acompanhando o time?

Mantenho contato com todo mundo. Antes do jogo contra o Spartak, o Léo Santos, Pedrinho e o Gabriel me escreveram. Procuro estar sempre acompanhando o Corinthians. Nos jogos de domingo dá para ver por causa do fuso horário, os de semana fica mais complicado. Mas sigo com um carinho muito grande pelo time. Quando eu fui para o Akhmat brincavam que era um time verde e que não caía muito bem em mim. Agora estou no Paok que é preto e branco e dizem que ficou melhor (risos).

Uma última pergunta que tem a ver com seu apelido. Você gosta tanto assim de jabá (carne seca)? Sente falta na Europa?

Para falar a verdade eu nem gosto de jabá. Quando eu comecei a jogar na base foi pelo São Paulo e todos os garotos eram mais franzinos e eu era mais encorpado. Diziam até que eu era gato. Aí perguntaram de onde era meu pai e eu disse que ele era da Bahia. Aí por causa do meu físico diziam que ele me dava Jabá. E até hoje ficou este apelido.

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