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Pranchas com leds e 25 mil pessoas nas ‘arquibancadas’ embalam o surfe noturno na França

Colaboradores Yahoo Esportes
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Arquibancadas lotadas para a 25ª edição do Surf de Nuit Anglet (Foto: WSL/Laurent Masurel/Guillaume Arrieta)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

 

Quem já tentou subir em uma prancha sabe que a missão não é tão fácil assim. Imagine então pegar onda durante uma noite. É exatamente isso que acontece há 25 anos no Sul da França, na cidade de Anglet. O pequeno município localizado entre as badaladas cidades de Biarritz e Bayonne é conhecido como a Califórnia francesa e tem aproximadamente 40 mil habitantes. Uma vez ao ano, Anglet é invadida por atletas, fãs e especialistas do surfe e recebe o tradicional evento Surf de Nuit Anglet

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 O mês de agosto é o preferido dos organizadores para a realização do campeonato, já que é verão no litoral atlântico francês. Ninguém esperava o contrário, mas o evento foi novamente um sucesso absoluto e mais de 25 mil pessoas lotaram as arquibancadas improvisadas nas pedras da praia. Desde o entardecer muitos já se aglomeravam para pegar o melhor lugar para aproveitar o clima ameno, ouvir uma boa música, tomar sua bebida preferida e aguardar o show de surfe que dessa vez começou às 21h45.

Luzes de led são instaladas nas bordas das pranchas (Foto: WSL/Laurent Masurel/Guillaume Arrieta)

Por conta da escuridão, grandes holofotes são instalados em direção ao mar, e nas areias há fontes de luz para a torcida. Na água, surfistas colocam luzes de led nas bordas de suas pranchas para conseguir enxergar as ondas que estão a vir e tentar encontrar o melhor posicionamento no mar. 

O campeonato é um evento especial da WSL (World Surf League), mas não faz parte do circuito de competições da entidade máxima do esporte. O Surf de Nuit Anglet é disputado em formato de equipes entre diversas marcas relacionadas ao surfe. Em 2018, a etapa foi vencida pela equipe da marca francesa Soöruz, tradicional e grande patrocinadora local.

Comandada por Jorgann Couzinet, a equipe da Soöruz ficou com o título em 2018 (Foto: WSL/Laurent Masurel/Guillaume Arrieta)

Alguns dos principais nomes do surfe europeu estiveram presentes em Anglet. Vincent Duvignac, Maud le Clar, Pauline Ado, Carol Henriques, Marc Lacomare, Charly Quivront e Jorgann Couzinet lideraram os atletas. E foi justamente Couzinet, atual sexto melhor do mundo na Divisão de Acesso, que brilhou na decisão e garantiu o título para sua equipe. Entre as mulheres, Maud Le Clar comandou as ações e foi a campeã. 

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 O maior evento de surfe noturno do mundo pode acontecer lá na França, mas aqui no Brasil também temos nossos aventureiros – e loucos – que curtem pegar uma onda na escuridão. Veja três picos em que o horário não é um problema:

  • Maracaípe (PE)

Localizada a cerca de 3 quilômetros do centro de Porto de Galinhas, a praia de Maracaípe sempre realiza competições de surfe, inclusive de noite. O evento está se tornando tradição e reúne cada vez mais atletas, fãs e simpatizantes.

    • Praia do Futuro (CE)

    Outro pico que também conta com competições noturnas é a Praia do Futuro, no Ceará. Neste evento, não existem holofotes voltados para a água, apenas as luzes de led iluminam os atletas. Ex-surfista da elite, Fábio Gouveia é um dos que já competiram por lá.

      • Fernando de Noronha (PE)

      Não podíamos encerrar esse texto sem falar de Fernando de Noronha. Um dos principais picos de surfe do país, o arquipélago também já recebeu competições durante a noite. Além dos leds, os principais companheiros dos surfistas em Noronha são os tubarões, que tem sua atividade noturna muito mais badalada do que durante o dia. Nenhum imprevisto aconteceu e o evento foi um sucesso.

      De dia ou de noite, final de semana ou feriado. Não importa quando, mas é aqui no Yahoo! que você encontra todas as informações e curiosidades do mundo do surfe.

       

       

       

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