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‘Nova’ WSL quer surfe em parques e copia fórmula do UFC

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Sophie Goldschmidt assumiu em meio a ‘tubarões’ e fúria na internet (Divulgação/WSL)

Por Emanoel Araújo e Guilherme Daolio

A vitória de Gabriel Medina ficará marcada na história. O primeiro campeonato mundial disputado em uma piscina de ondas marca muito mais do que uma inovação tecnológica. O mesmo vale dizer para igualdade nas premiações entre mulheres e homens. Nas linhas abaixo, falaremos sobre uma nova era dentro da maior entidade de surfe profissional do mundo.

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Após cinco anos como CEO, Paul Speaker deixou a WSL e abriu espaço para a primeira mulher a frente dos negócios do surfe. A britânica Sophie Goldschimdt passou por cargos estratégicos em ligas de tênis (WTA), basquete (NBA) e rúgbi (England Association). O sucesso – medido em milhões de dólares – nas experiências anteriores a credenciaram ao cargo máximo da organização.

O início foi marcante pois afetou o calendário. A piscina de ondas nos Estados Unidos e a Indonésia foram novidades, substituindo as tradicionais etapas de Fiji e Trestles.  Um momento único no esporte. Tão ímpar quanto o novo contrato de transmissão via redes sociais.

Facebook

Assim como o tubarão, Sophie apareceu de surpresa na etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, para anunciar aquilo que, logo depois, se apresentaria como a benção e o castigo da empresa. O Facebook comprou por dois anos os direitos de transmissão do surfe e pagou à entidade cerca de US$ 30 milhões.

A benção viria como solução a um problema antigo: como avisar ao espectador menos atento que o show na água havia começado? A parceria com o aplicativo mais baixado da história da internet resolveria isso através das notificações.

O castigo chegou depressa. O primeiro dia de transmissão foi marcado por problemas de idioma, conexão e a exigência de um login cadastrado. Antes transmitido pelo site da WSL, as críticas vieram pela timeline do popular Facebook. Sophie precisou vir a público e pedir desculpas. Ironicamente, ela optou pelo Twitter:

Igualdade das premiações

Jogo de um erro só: adivinhe o que não está certo na imagem

Um mês antes dos problemas de transmissão no Facebook, a WSL esteve em meio a mais uma polêmica. O campeonato júnior em Ballito levantou uma questão incômoda, que ultrapassa as barreiras do surfe.

Lado a lado, os campeões Rio Waida e Zoe Steyn posavam com uma premiação que deixava claro: o título da surfista valia metade do valor concedido ao garoto.

A WSL garantiu que o valor dos homens é reflexo do número de inscritos em cada gênero. A entidade informou que, para incentivar a presença feminina, dá desconto de 40% a 60% nas taxas de inscrições delas.

O assunto voltou à tona durante a coletiva do Surf Ranch, quando foi anunciado mais uma mudança: homens e mulheres ganharão o mesmo valor em premiação. Uma regra que valerá para todos os campeonatos que a entidade realiza.

Nova equipe

O surfe pode ser um esporte individual, mas dentro da WSL o grupo é quem tem feito a diferença. A equipe que comanda a entidade é formada por pessoas ligadas tanto aos esportes quanto ao entretenimento.

Joe Carr era o vice-presidente internacional do UFC e popularizou nomes como José Aldo e Anderson Silva no nosso país. Agora sua missão é repetir o sucesso com os brasileiros no surfe.

Carr no novo cargo (WSL) tem a mesma função do que o antigo (UFC)

Na administração da piscina de ondas artificiais, Nick Franklin foi contratado pela experiência em parques e resorts da Disney. O primeiro desafio de Nick tem data e lugar para acontecer. Em 2019, a entidade inaugura em Palm Beach, na Flórida, a sua primeira piscina de ondas para fins comerciais. Assim como é feito nos parques do Mickey Mouse, a WSL quer proporcionar uma experiência única e garantir a popularização do esporte.

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