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Após recusar ofertas, joia do Timão fala de renovação

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Oya foi titular no título da Copinha do ano passado (Thiago Calil/Gazeta Press)

Tratado como uma das maiores promessas do Corinthians desde os 15 anos de idade, Fabrício Oya disse “não” a uma proposta milionária da China e outra de um time da primeira divisão da Espanha. Nesta entrevista exclusiva ao Blog, o meia-atacante, hoje com 19 anos, explicou por que decidiu renovar seu contrato com o Timão por mais três temporadas – o vínculo terminaria neste mês e ele poderia deixar o clube de graça. O garoto também contou como surgiu no futebol, em uma escolinha de futebol do próprio Corinthians, e lembrou das provocações que ouviu por causa da descendência japonesa. Confira:

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BLOG: Qual a sensação depois de renovar seu contrato por mais três anos?
FABRÍCIO OYA: Foi ótima! Quem não ficaria feliz de renovar com o Corinthians? Ainda mais depois de escrever uma história de muitos anos no clube. Era o que eu queria e estou extremamente focado no clube e no meu futuro.

Além de salário, qual o projeto prometido pela diretoria a você?
O projeto é que eu me desenvolva aqui na base para estar preparado para jogar no time profissional, que é o meu grande sonho. Ouvi que o Corinthians aposta muito em mim.

Durante o processo de renovação, você teve propostas de outros clubes?
Em nenhum momento, cogitei sair. Sei que existiram outras propostas, mas deixei esse assunto para o meu staff. Sempre estive 100% concentrado no Corinthians.

É verdade que você surgiu numa escolinha de futebol do Corinthians que pertence ao seu pai, seu Nico?
É sim. Entrei nela com seis anos e, com dez, fui para uma seleção das escolinhas da Chute Inicial. Aí, acabei sendo aprovado no Corinthians de 11 para 12 anos e nunca mais saí.

Qual a importância do seu pai na sua carreira?
Total. Meu pai sempre foi um enorme incentivador, me apoiando e motivando em todos os momentos. Ele vai a simplesmente todos os meus jogos. Sempre. Quando eu tinha 13 anos, foi até a Polônia só para me ver.

Ele chegou a ser jogador?
Jogou futsal por times amadores da região de Campinas. Era pivô e, acredite, tem mais troféus do que eu (risos).

E seu avô, que é fanático pelo Guarani, torce para quem quando você enfrenta o Bugre?
Ele não assiste quando isso acontece. Só pergunta depois sobre quanto foi o jogo.

Qual seu grande sonho dentro do futebol?
Muitos garotos sonham em jogar em um clube da Europa, mas o meu maior sonho é entrar na Arena Corinthians lotada para jogar pelo time principal e ser campeão aqui. Sonho com isso desde pequeno.

Como, em geral, lidam com o fato de você ser descendente de japoneses?
Quando eu comecei, falavam que japonês não joga futebol. Com o tempo, depois que comecei a me firmar no Corinthians e cheguei até a seleção brasileira, as coisas mudaram para o bem. Adoro quando me chamam de “Japa da Fiel”. E meu bisavô era japonês.

Veja mais no Blog do Jorge Nicola

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