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A janela europeia acabou. Qual time que luta pelo Brasileirão sai mais forte?

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Felipão no comando do Palmeiras (Luis Moura/Wpp/Gazeta Press)

Por Rodrigo Herrero (@rodrigoherrero)

A janela de transferências europeia fechou no final da última semana e agora os times vão disputar os títulos do Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil com os elencos que têm. À exceção da venda do meio-campista Arthur do Grêmio para o Barcelona e da ida já anunciada de Vinicius Junior para o Real Madrid, as movimentações desta janela não envolveram grandes nomes. De outra parte, algumas equipes repatriaram poucos atletas ou então trouxeram alguns estrangeiros para superar as perdas ocorridas no meio do ano. Confira quem sai mais forte na briga pelos títulos deste semestre.

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Palmeiras

O Verdão é o que, aparentemente, sai mais fortalecido dessa janela de transferências. Apesar de ter sofrido algumas perdas, a maioria delas, no entanto, não interferiu no time titular e ajudou a aliviar o inchado elenco palmeirense. Além disso, chegaram dois zagueiros estrangeiros: Nicolás Freire, que estava no Zwolle-HOL, e Gustavo Gómez, emprestado pelo Milan-ITA. Mas o maior reforço foi a manutenção de Dudu, que esteve perto de ir para o futebol chinês, já que a China também estava com a janela de negociações aberta em parte desse período.

Outra negociação positiva para o Palmeiras foi a ida de Róger Guedes para o Shandong Luneng-CHN. O atacante, que estava emprestado para o Atlético-MG, era o artilheiro da Série A naquele momento e a saída dele para o exterior foi vista como uma forma de enfraquecer um rival na busca pelo título e, de quebra, ainda conseguir lucrar com a negociação.

Aliado a tudo isso tem a chegada do treinador Luiz Felipe Scolari, que acertou defensivamente a equipe e coloca o Palmeiras na luta pelos três campeonatos que disputa.

Saídas: Fernando (Shakhtar Donetsk-UCR), Tchê Tchê (Dínamo de Kiev-UCR), Keno (Pyramids-EGI), João Pedro (Porto-POR), Arouca (emprestado ao Vitória), Emerson Santos (emprestado ao Internacional), Thiago Martins (emprestado ao Yokohama-JAP)

Chegadas: Nicolás Freire (emprestado pelo Torque-URU, estava no Zwolle-HOL), Gustavo Gómez (emprestado pelo Milan-ITA)

São Paulo

É possível dizer que o líder do Campeonato Brasileiro é o segundo mais forte nesse período de contratações europeu. O clube sofreu algumas perdas importantes, porém, acertou nas reposições e acabou até qualificando mais o elenco. Um exemplo disso é a chegada do equatoriano Rojas, que foi trazido para a vaga de Marcos Guilherme, negociado pelo Atlético-PR para a Arábia Saudita. O equatoriano encaixou rapidamente no time de Aguirre, fazendo com que a torcida não sentisse saudades do antecessor.

Já a saída de Militão foi reposta por Bruno Peres, com outra característica, mas que agregou experiência e versatilidade ao time, já que ele também pode jogar na segunda linha de quatro. Do Cueva e do Petros quase ninguém se lembra, graças a Nenê e Hudson, que já estavam no elenco. As outras saídas ocorreram para enxugar o elenco, que, apesar disso, pode sofrer com a falta de peças em algumas posições, em especial por causa de lesões e suspensões.

Mesmo com as dificuldades existentes, o São Paulo se mostrou mais equilibrado e, principalmente, entrosado, tendo crescido após a pausa da Copa, tanto que assumiu a ponta do Campeonato Brasileiro.

Saídas: Éder Militão (Porto), Petros (Al Nassr-SAU), Cueva (Krasnodar-RUS), Junior Tavares (emprestado a Sampdoria-ITA), Lucas Fernandes e Paulinho Boia (emprestados ao Portimonense-POR), Marcos Guilherme (Al Wehda-SAU), Valdívia (Al Ittihad-SAU), Morato (Sport)

Chegadas: Joao Rojas (Talleres-ARG), Bruno Peres (Roma-ITA), Everton Felipe (Sport)

Flamengo

Apesar de ter perdido as joias Vinicius Junior e Felipe Vizeu, o Flamengo possui um elenco recheado de estrelas e com dinheiro para trazer mais reforços, o que dá uma boa condição para a equipe no resto da temporada. Dessa forma foi que a agremiação contratou os atacantes Uribe e Vitinho, além do meio-campista Piris da Motta.

Mas o problema do clube carioca talvez esteja nisso: são muitos jogadores recém-chegados e medalhões para acomodar, entrosar e fazer jogar bem. Além disso, conta com Maurício Barbieri, um treinador inexperiente que decidiu disputar todas as frentes (não sem o aval do departamento de futebol, certamente) sem priorizar uma competição.

Mas no que tange a análise da janela de transferências, o clube não sofreu mais perdas do que reposições, embora tenha perdido em identificação com a camisa rubro-negra.

Saídas: Vinícius Júnior (Real Madrid-ESP), Felipe Vizeu (Udinese-ITA), Jonas (Al Ittihad-SAU), Jajá (emprestado ao Kalmar-SUE)

Chegadas: Fernando Uribe (Toluca-MEX), Vitinho (CSKA-RUS), Piris da Motta (San Lorenzo-ARG)

Internacional

O Colorado praticamente não perdeu ninguém durante a janela de transferências do meio da temporada. A única “perda” foi a dispensa do volante Fernando Bob. Por outro lado, o Internacional buscou qualificar seu elenco com a chegada de alguns jogadores. O zagueiro Emerson Santos, o meio-campista Edenílson e o atacante Jonatan Álvez são atualmente titulares da equipe gaúcha.

No entanto, apesar da qualificação do elenco, nenhuma das chegadas foram de impacto ou promoveram grandes transformações no jeito de o time jogar. Houve a manutenção do equilíbrio ao que já vinha sendo produzido até então. Isso revela um pequeno ganho na janela de transferências, representado pelo crescimento colorado no Brasileiro.

Saídas: Fernando Bob (dispensado, foi para o Minnesota United-EUA)

Chegadas: Edenílson (Udinese-ITA), Jonatan Álvez (emprestado pelo Junior-COL), Emerson Santos (emprestado pelo Palmeiras)

Grêmio

O time gaúcho talvez tenha sofrido a maior perda individual desta janela de transferências. A ida do meio-campista Arthur para o Barcelona diminuiu bastante a capacidade do meio-campo gremista em trocar passes, reter a bola e controlar o jogo. Renato Gaúcho é experiente e tem buscado suprir essa ausência sem maiores danos, porém, jogadores como o Arthur não são fáceis de serem substituídos. As demais saídas pouco afetaram o bom elenco do Grêmio. Por exemplo, Bolaños já não estava no time e serviu para repor parte do valor investido.

A principal contratação foi a do atacante Marinho, que voltou da China, mas ainda não disse a que veio. Contudo, se entrar em forma e reviver seus melhores momentos no país poderá ser vital para reta final de Libertadores e Brasileirão do Grêmio. O que fortalece o Tricolor gaúcho é o fato do elenco já ser muito bom e não ter sofrido outras perdas.

Saídas: Arthur (Barcelona-ESP), Hernane (Sport), Jailson (Fenerbahce-TUR), Bolaños (Tijuana-MEX)

Chegadas: Marinho (Changchun Yatai-CHN), Juninho Capixaba (emprestado pelo Corinthians)

Cruzeiro

Com poucas chances de título nacional, a Raposa é a que aparenta maior equilíbrio, não à toa segue vivíssima na Libertadores e na Copa do Brasil. O Cruzeiro fez pouquíssimas modificações em sua estrutura. A bem da verdade, nenhum jogador de destaque saiu do elenco celeste, enquanto que o centroavante argentino Hernan Bárcos foi adquirido junto à LDU de Quito para fortalecer o setor ofensivo. Poderia ter qualificado mais o elenco, mas a manutenção da equipe faz com que o Cruzeiro tenha boas possibilidades nesta reta final de temporada.

Saídas: Ninguém

Chegadas: Barcos (LDU-EQU)

Atlético-MG

Mais distante na luta pelo título do Campeonato Brasileiro, o Galo teve algumas perdas consideráveis na janela de transferências. A principal delas foi a do atacante Róger Guedes, que, como já foi tratado aqui, foi negociado pelo Palmeiras – que detinha parte de seus direitos – junto ao futebol chinês. Isso enfraqueceu o poderio ofensivo do Atlético-MG, que também viu o venezuelano Otero ir para o exterior. Jovens como Bremer e Yago também deixaram a equipe mineira.

Para tentar superar as saídas, o Galo também trouxe vários jogadores, em especial para o ataque, casos do colombiano Chará, do uruguaio David Terans, do jovem Leandrinho e do ex-são-paulino e ex-avaiano Denílson. No entanto, as mudanças não surtiram efeito e a campanha do Atlético-MG após a parada da Copa do Mundo caiu muito. Antes do Mundial o clube tinha vencido sete partidas, empatado duas e perdido três. No pós-Copa foram três vitórias, três empates e quatro derrotas, uma grande queda de desempenho.

Saídas: Bremer (Torino-ITA), Rómulo Otero (Al Wehda-SAU), Róger Guedes (Shandong Luneng-CHN), Yago (emprestado ao Al Qadisiyah-SAU), Roger (Hapoel Tel Aviv-ISR), Clayton (emprestado ao Bahia)

Chegadas: Denílson (Granada-ESP), David Terans (Rentistas-URU), Leandrinho (emprestado pelo Napoli-ITA), Nathan (emprestado Chelsea-ING), José Welison (Vitória), Yimmi Chará (Junior-COL)

Corinthians

O Timão é o retrato mais evidente do que uma janela de transferências pode fazer com um time brasileiro. O Corinthians foi praticamente aniquilado por negociações que já vêm desde a janela do final do ano, quando o grupo campeão brasileiro começou a ser desmantelado.

Na janela do meio do ano, a agremiação alvinegra perdeu praticamente a sua espinha dorsal, com as saídas do zagueiro paraguaio Balbuena, do lateral-esquerdo Sidcley, do volante Maycon e do meia Rodriguinho. Além disso, o clube perdeu seu técnico, Fábio Carille, que foi para o Al Wehda, da Arábia Saudita. O substituto Osmar Loss tem tido muita dificuldade para armar a equipe com as reposições contratadas pela diretoria, com nomes que não conseguiram satisfazer a altura as necessidades do time.

Não à toa o Corinthians foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores pelo Colo-Colo em casa, está longe do título brasileiro e se agarra na Copa do Brasil para salvar o ano.

Saídas: Fabián Balbuena (West Ham-ING), Rodriguinho (Pyramids-EGI) Sidcley (Dínamo de Kiev-UCR), Maycon (Shakhtar Donetsk-UCR), Léo Príncipe (emprestado ao Le Havre-FRA), Juninho Capixaba (emprestado ao Grêmio), Júnior Dutra (emprestado ao Fluminense)

Chegadas: Jonathas (emprestado pelo Hannover-ALE), Danilo Avelar (emprestado pelo Torino-ITA), Sergio Díaz (emprestado pelo Real Madrid Castilla-ESP), Ángelo Araos (Universidad-CHI)

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