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Empolgado com o West Ham, Felipe Anderson vê Inglês como ponte para voltar à Seleção

Colaboradores Yahoo Esportes
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Felipe Anderson em sua estreia em casa com o West Ham (Rob Newell – CameraSport via Getty Images)

Por Marcelo Guimarães

Desde que a Premier League foi criada em 1992, o campeonato jamais contou com a presença de tantos brasileiros. A temporada 2018/2019 começou com 20 jogadores do país pentacampeão mundial inscritos (a antiga marca era de 19 em 2008). Um dos destaques desta janela é o meia Felipe Anderson, maior contratação da história do West Ham, que pagou € 45 milhões à Lazio. 

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Apesar de ser um dos principais jogadores do elenco do clube romano e estar feliz na Itália, Felipe Anderson vê a sua transferência para o West Ham como um reconhecimento do que fez desde que chegou ao futebol europeu, em 2013.  Sem medo da responsabilidade, ele mostra confiança em uma boa temporada, mesmo tendo como adversários clubes como Manchester United, Manchester City, Chelsea, Liverpool e Arsenal.

– Fico feliz por tudo isso ter acontecido. É um reconhecimento por tudo o que consegui realizar até aqui na carreira, mas sempre tenho dito que isso fica do lado de fora do campo. Dentro dele temos a mesma importância e responsabilidade. Dependo do time e juntos, pensando coletivamente, é que vamos conseguir alcançar os nossos objetivos. Temos excelentes jogadores no grupo e vamos lutar para fazer uma grande temporada. Serão jogos espetaculares, grandes adversários e espero me sair bem nessa primeira temporada aqui.

Antes de acertar a sua transferência para a Inglaterra, Felipe Anderson conversou com Lucas Leiva, ex-companheiro de Lazio e que jogou no Liverpool por dez anos, em busca de mais informações sobre o futebol inglês.

 – O Lucas Leiva ficou anos no Liverpool e é muito meu amigo. Perguntei a ele sobre como era o futebol inglês, apesar de ser um centro que eu já tinha um certo conhecimento, pois já o acompanhava.

Aos 26 anos, ele quer aproveitar o alto nível da Premier League para mostrar que merece voltar a ser convocado para a Seleção Brasileira. Felipe fez parte do grupo verde e amarelo que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

– Vou procurar fazer a minha parte dentro de campo para que aconteça com naturalidade. Vou jogar grandes partidas e tentar dar o meu melhor para merecer ser lembrado. Fazer história na Seleção é um dos grandes objetivos da minha carreira. Consegui ajudar na conquista do inédito ouro olímpico e agora quero atingir objetivos maiores.

Confira a entrevista completa com Felipe Anderson

Qual foi o fator decisivo para trocar a Lazio, que está entre os primeiros clubes da Itália, pelo futebol inglês?

A proposta do West Ham foi muito boa para mim e para a Lazio. Além disso, o futebol inglês é um dos melhores do mundo na atualidade, um dos mais competitivos e mais vistos. Eu tinha essa vontade de jogar na Inglaterra e estou podendo realizar esse sonho agora. Eu serei eternamente grato à Lazio por tudo o que alcancei. Se hoje sou reconhecido na Europa, se cheguei até aqui tendo essa importância, foi pelo trabalho que realizei na Itália e pela ajuda do clube e dos companheiros que tive nessa jornada.

Contratação mais cara do West Ham, como você se vê sendo o principal nome do clube londrino na busca para entrar na disputa pelas primeiras posições do Campeonato Inglês, que tem clubes como Manchester United, Manchester City, Arsenal, Liverpool e Chelsea?

Fico feliz por tudo isso ter acontecido, é um reconhecimento por tudo o que consegui realizar até aqui na carreira. Mas sempre tenho dito que isso fica do lado de fora do campo. Dentro dele temos a mesma importância e responsabilidade. Dependo do time, o time de mim, e juntos, pensando coletivamente é que vamos conseguir alcançar os nossos objetivos. Temos excelentes jogadores no grupo e vamos lutar para fazer uma grande temporada. Serão jogos espetaculares, grandes adversários, e espero me sair bem nessa primeira temporada aqui.

Você conversou com algum brasileiro que atua na Inglaterra antes de fechar com o West Ham?

O Lucas Leiva ficou anos no Liverpool e é muito meu amigo. Comentei com ele sobre como era o futebol inglês, mas se tratava de um centro que eu já tinha um certo conhecimento, que já acompanhava.

Quem você vê como o favorito para a próxima temporada? Até onde o West Ham pode chegar?

Acho difícil apontar um favorito no futebol inglês. São muitos clubes de qualidade. Tudo pode acontecer. Nos reforçamos para fazer um bom papel. Temos que pensar em um jogo de cada vez, mas a expectativa com a montagem desse elenco qualificado é a melhor possível. Vai ser muito difícil, mas queremos fazer um bom papel.

Além de você, o Campeonato Inglês terá outras estrelas do futebol brasileiro, como Gabriel Jesus, Fernandinho, Ederson, Bernard, Fred, Willian, David Luiz, Danilo, Firmino, Richarlison, entre outros. Como vai ser enfrentar tantos jogadores do Brasil? Quem é o seu melhor amigo entre eles?

É muito bom ver o futebol brasileiro colocando mais jogadores na Europa. É um mercado que se abriu pelo bom desempenho que tiveram alguns jogadores, como o Juninho, Gilberto Silva, Ramires, o Lucas Leiva. Então, espero que consigamos seguir representando bem. 

Jogar no estádio Olímpico de Londres serve como motivação?

Sim, vai ser muito bom jogar lá. É um estádio maravilhoso, com gramado excelente, como felizmente são a maioria dos estádios da Inglaterra. Isso também é algo que engrandece e dá qualidade ao futebol do país.

Qual a sua avaliação da última Copa do Mundo?

Acho que o Brasil tinha totais condições de levar a taça, mas acabamos encontrando um adversário de qualidade também pela frente. Torci muito, mas infelizmente não foi dessa vez. Mas o Tite e todos os envolvidos fizeram um trabalho muito bom desde as Eliminatórias. Merecíamos melhor sorte por esse retrospecto, mas faz parte do futebol.  

Como convencer o técnico Tite a voltar para a seleção brasileira?

Vou procurar fazer a minha parte dentro de campo para que aconteça com naturalidade. Vou jogar grandes partidas e tentar dar o meu melhor para merecer ser lembrado. Fazer história na Seleção é um dos grandes objetivos da minha carreira. Consegui ajudar na conquista do inédito ouro olímpico e agora quero atingir objetivos maiores.

Como você está vendo o momento do Santos nesta temporada? Aprovou a chegada do técnico Cuca?

Tenho muitos amigos por lá e estou sempre na torcida. É um momento um pouquinho complicado, mas tenho certeza de que as coisas irão se encaixar novamente, em breve. Cuca é um grande treinador e acredito que ele vá conseguir implementar o que ele quer na equipe. Vou estar aqui sempre na torcida.

Ainda tem contato com alguém do Santos?

O Alisson é meu amigo pessoal, o Gabriel também, assim como vários outros que ainda estão lá. Santos foi a minha segunda casa por muito tempo. Ainda tenho familiares morando na cidade e é um lugar que gosto e sempre estarei.

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