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Carlos Sánchez não podia jogar na Libertadores?

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O uruguaio na disputa da bola no jogo desta terça (Foto: Gazeta Press)

*Atualizada às 12h13

Carlos Sánchez foi a grande contratação do Santos para a segunda metade da temporada. E como era esperado, ele foi titular diante do Independiente, no empate em 0 a 0. A partida era válida pela fase de oitavas de final da Copa Libertadores da América.

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Porém, ao final da partida, a imprensa argentina levantou uma questão: o uruguaio estaria suspenso em competições da Conmebol? Explica-se: durante a partida entre Huracán e River Plate, na Copa Sul-Americana de 2015, Sánchez foi expulso, após agredir o gandula.

O ‘Globo’, como é conhecido o Huracán, se classificou com o empate em 2 a 2, após vencer a ida por 1 a 0.

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No final da temporada, Sánchez foi negociado com o Monterrey, do México, e não voltou a atuar por clubes em uma competição da Conmebol. Ou seja, a imprensa argentina e o Independiente tinham um ponto.

No entanto, o que foi esquecido: em 2016, por causa do seu centenário e para ter todos os seus nomes na Copa América, a Conmebol perdoou ou diminuiu pela metade todas as punições aplicadas em anos anteriores.

Lembram do gás de pimenta em Boca Jr. e River Plate? A equipe de La Bombonera perdeu seu estádio por 4 jogos, mas com o perdão da entidade, Boca e torcida puderam jogar juntos na Libertadores seguinte.

O mesmo aconteceu com Carlos Sánchez, que pegou um jogo de suspensão, mas acabou perdoado e estava livre para atuar. Ou seja, o jogador tinha garantias para poder entrar em campo com a camisa 7 do Santos e atuar na partida de oitavas de final.

Para finalizar, o artigo 9 da Conmebol afirma que todas as suspensões tem um tempo limite de 2 anos. Como a punição de Sánchez aconteceu em 2015, ela estaria vencida e o jogador poderia atuar.

ARTIGO 9º – PRESCRIÇÃO DAS INFRAÇÕES

1. O prazo de prescrição das infrações é de:

a) Dois anos no caso de infrações cometidas durante uma partida. As demais prescrevem, em geral, aos dez anos.

b) As infrações de suborno e corrupção são imprescritíveis.

2. A contagem da prescrição começa:

a) No dia em que o autor cometeu a falha.

b) Se esta houvesse implicado repetidas infrações, no dia em que cometeu a última.

c) Se a atuação punível tivesse tido uma certa duração, no dia em que terminou a última.

3. Os prazos de prescrição assinalados no parágrafo anterior são interrompidos pela notificação de abertura de qualquer investigação ou da iniciação de um procedimento disciplinar

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