Além de injúria racial com Hamilton, Nelson Piquet coleciona polêmicas com Senna, Fittipaldi e Barrichello

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O ex-piloto brasileiro Nelson Piquet gerou uma onda de críticas após fazer usar um termo racista para se referir ao heptacampeão de Fórmula 1 Lewis Hamilton. O britânico, além de sua equipe e outros representantes da categoria, se pronunciaram sobre o caso. Mas essa não é a primeira vez que Hamilton se torna alvo de provocação da família Piquet. Ou que o brasileiro se envolve em polemicas.

A mais recente aconteceu no ano passado, mas veio à tona nesta semana. Piquet chamou Hamilton de “neguinho” durante uma entrevista dada a um canal no Youtube. O contexto era uma comparação entre manobras: o brasileiro havia sido perguntado se uma tentativa de ultrapassagem feita por Max Verstappen sobre o inglês, no GP de Silverstone do ano passado, era similar a uma feita por Ayrton Senna, em prova realizada 1990.

“Não. O neguinho meteu o carro e ele deixou”, disse Piquet, que repete o termo em outro momento.

Veja o vídeo:

Mas não foi a primeira vez. Nelson tem declarações polêmicas até mesmo contra pilotos brasileiros. Um dos primeiros talvez tenha sido Emerson Fittipaldi, a que considera um piloto que "gosta de agradar todo mundo".

"O que eu falo não é besteira. Eu não falo para o pessoal escutar. Por exemplo, tenho o maior carinho pelo Emerson, mas você já viu ele falar alguma coisa ruim de alguém? Ele fala para agradar a todo mundo. Eu falo a verdade, se eu vejo alguma coisa errada, eu falo", afirmou Piquet.

Problemas com Ayrton Senna

O maior desentendimento, no entanto, foi com Ayrton Senna. Por anos, eles trocaram farpas e travaram uma grande rivalidade na Fórmula 1. A ponto de Nelson Piquet não comparecer ao enterro do ex-piloto brasileiro.

"A morte do Senna foi uma perda muito grande. Isso foi reconhecido pelos brasileiros. Mas vi muita política no meio, e não fui porque não suporto funeral e não posso hoje ter a cara, na minha personalidade, de fazer como o Prost fez, que brigou com o Senna até o último dia na Fórmula 1, e depois foi no dia do enterro. É a maior demagogia. Não me achei no direito de ir ao enterro. Nunca fui amigo, vou ao enterro para aparecer?", afirmou na época.

Outra declarações polêmica foi quando Nelson Piquet acusou Senna de saber das supostas "trapaças" do alemão Michael Schumacher. As acusações nunca se comprovaram.

"O Senna sabia desde o começo das trapaças de Schumacher." "Eu admiro muito o Schumacher, ele chegou numa perfeição... Apesar de os carros serem mais fáceis de guiar hoje, com toda essa eletrônica, ele chegou numa perfeição de pilotagem que é impressionante."

Por fim, ao programa Linha de Chegada, Nelson Piquet causou alvoroço após pedieam para ele falar sobre a concorrência com Senna. Sua resposta, em tom de brincadeira, mas que não pegou bem: "Estou vivo".

Relação com Barrichello

Outro brasileiro que foi alvo de Nelson Piquet foi Rubens Barrichello. No caso, pela sua velocidade dentro das pistas.

"Ele é muito lento. Na classificação até que ele arrisca uma volta e consegue. Mas na corrida ele é muito lento! Ele é quase um segundo mais lento do que os caras de ponta."

Relação com Bolsonaro e capacitismo

Outra faceta de Nelson Piquet também diz respeito à opinião política. Piquet sempre se declarou como um eleitor de direita e demonstrou forte apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Tanto que foi motorista dele no polêmico ato de 7 de setembro do ano passado, quando Bolsonaro comandou atos considerados antidemocráticos. Piquet dirigiu um Rolls-Royce.

Também promoveu uma declaração considerada capacitista que não pegou bem.

"Da morte, nunca tive medo. O que não quero é ficar aleijado. Disso sim, tenho um medo que me pelo."

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