Agressor que aparece em postagem do Vasco já se encontrou com Luva de Pedreiro, Pedrinho e Nenê

O Vasco publicou na última terça-feira em suas redes sociais um vídeo sobre seu próximo jogo no Maracanã em provocação ao Flamengo, mas a ação acabou se virando contro o próprio clube. Torcedores do cruzmaltino e de outros times se revoltaram com a presença de João Victor Correira Giffoni Hygino nas imagens. O membro da torcida organizada do Vasco é um dos acusados de agredir Pedro Scudi, torcedor do Fluminense espancado em 2017 que ficou meses internado e ainda sofre com as sequelas.

Mas essa não foi a primeira vez que ele esteve ligado a personalidades do clube. Antes da repercussão negativo, o acusado de agressão já havia aparecido em fotos com o influenciador Luva de Pedreiro e também com os ex-jogadores Pedrinho e Nenê, durante evento na Calçada da Fama no Maracanã.

Entenda a polêmica

O vídeo produzido pelo Vasco e compartilhado nos canais oficiais do clube faz alusão a ação ganha sobre o Flamengo pelo uso do Maracanã na partida entre Vasco e Sport, pela Série B, no próximo domingo. O material foi retirado do ar pelo clube, que se manifestou nesta quarta-feira.

"A Vasco TV lamenta que em vídeo veiculado ontem tenha sido utilizada, involuntariamente, a imagem de uma pessoa acusada de agressão. Tão logo a questão foi identificada, o vídeo foi retirado do ar. O Vasco da Gama pede desculpas pelo incidente e reafirma seu repúdio a qualquer tipo de violência e seguirá a lutar por respeito, igualdade e inclusão".

Pedro Scudi foi agredido em 2017 por João Victor e outros três membros da principal torcida organizada do Vasco: Diogo Gabriel de Souza e Diego Augusto Carvalho Ribeiro. Eles foram acusados de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa e forma cruel), associação criminosa e promoção de tumulto em eventos esportivos.

Em 2021, o trio foi inocentado pelo juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). De acordo com a sentença, a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou insuficiência de provas para autoria dos supostos crimes.

A denúncia dizia que os membros da torcida organizada do Vasco tentaram interceptar os carros em que estavam os amigos de Scudi, após a partida entre Fluminense e Portuguesa-RJ, realizada em Xerém, em fevereiro daquele ano. Sem sucesso, eles viram o torcedor sozinho no ponto de ônibus e o atacaram. Scudi foi agredido com barras de ferro, chegou a ficar em coma induzido e passou 157 dias internado. Mais de cinco anos depois, o tricolor ainda faz fisioterapia, usa de cadeira de rodas e teve que abandonar o curso no Instituto de Economia da UFRJ.

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