Agência Antidoping defende Nadal após críticas de ciclistas

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Rafael Nadal tem reclamado de limitações físicas por conta de dores crônicas no pé esquerdo. Foto: Julian Finney/Getty Images
Rafael Nadal tem reclamado de limitações físicas por conta de dores crônicas no pé esquerdo. Foto: Julian Finney/Getty Images

O diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (WADA), Olivier Niggli, defendeu o tenista Rafael Nadal depois de críticas na imprensa e no mundo do ciclismo francês, apontando que as infiltrações a que o atleta sofreu na sua esquerda pé são permitidos.

As injeções anestésicas de Nadal para combater a dor no pé "não estão na lista de produtos proibidos, pois estima-se que não melhorem o desempenho esportivo e que não sejam prejudiciais", disse Niggli em entrevista à televisão suíça RTS.

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Após mais um título em Roland Garros, que consolida o espanhol como o vencedor de mais títulos de Grand Slam da história do tênis masculino, vários ciclistas franceses protestaram contra a prática terapêutica de Nadal, assegurando que a mesma prática não é permitida para eles.

Niggli afirmou que o debate sobre as infiltrações não deve ser levado ao campo do doping, mas ao da ética médica, onde se poderia perguntar "se é aceitável que um atleta de elite tenha que se submeter a injeções antes de uma partida".

"Nadal conquistou 14 títulos em Roland Garros, e se os 13 anteriores foram conquistados sem a necessidade dessas injeções, é provável que o décimo quarto não tenha sido graças a elas", concluiu.

A Sociedade Espanhola de Medicina Desportiva também emitiu hoje uma nota informativa na qual assegura que "as infiltrações anestésicas são procedimentos terapêuticos de ampla e antiga utilização, tanto no campo do desporto como no local de trabalho e em muitos outros".

Acrescentou que "as infiltrações não são proibidas no ciclismo pela União Ciclística Internacional, como foi indicado por algum atleta de nacionalidade francesa" e afirmou que "relacionar os conceitos de infiltração e doping é incorreto e possivelmente destinado a semear dúvidas sobre a legalidade de os resultados de alguns atletas".

Nadal, por sua vez, garantiu que no futuro não voltará a sofrer essas injeções, pois tentará um novo tratamento com radiofrequência para evitar, aos 36 anos, uma possível operação que possa comprometer sua carreira esportiva.

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