Abusos psicológicos e físicos eram generalizados na ginástica britânica, aponta relatório

(Reuters) - Atletas britânicos da ginástica olímpica foram submetidos a abusos mentais e físicos em um sistema no qual tal comportamento era aceito na busca por sucesso nacional e internacional, concluiu um relatório nesta quinta-feira.

Liderado pela conselheira da rainha Anne Whyte, o estudo foi encomendado pelas associações UK Sport e Sport England em agosto de 2020 após alegações de tratamento inadequado dentro da modalidade no Reino Unido.

O relatório de 306 páginas, que examinou mais de 400 queixas, concluiu que a ginástica britânica sofre de um problema cultural no qual jovens atletas são constrangidos por quanto pesavam, enquanto outros recebiam duras punições por cometerem os menores erros em treinamentos.

"Esse comportamento incluía castigos físicos, treinamentos inapropriados durante lesões, horas excessivas de treinamento e cargas que levaram a dores físicas e exaustão além dos limites aceitáveis", disse Whyte.

Alguns dos atletas foram impedidos de usar o banheiro e de beber água durante longas sessões de treinamento.

"É de se perguntar quantos escândalos esportivos irão acontecer antes do governo da ocasião considerar a necessidade de tomar mais ações para proteger as crianças que participam do esporte", acrescentou Whyte.

(Reportagem de Dhruv Munjal, em Bengaluru)

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